Autor Marcus De Mario

Na escola sueca Vittra Telefonplan não há classes nem salas de aula. O ambiente de design moderno busca incentivar a criatividade e o desenvolvimento de diferentes habilidades, onde os alunos se organizam em grupos para discutir temas e resolver problemas em conjunto. A escola é formada por espaços de convivência, que reúnem conforto e acesso a ferramentas tecnológicas. Na Suécia, as escolas – incluindo a Vittra – são gratuitas.

A Green School em Bali, na Indonésia, oferece uma “educação natural, holística e centrada no aluno”. Isso significa que as crianças têm disciplinas como inglês, matemática e ciências, mas também artes e meio ambiente no espaço integrado com a natureza. Para a escola, o importante é desenvolver nos alunos hábitos sociais e ambientalmente responsáveis.

Na Dinamarca, a Orestad Gymnasium diz que oferece aulas com ferramentas 100% digitais. Os alunos levam os seus notebooks e recebem materiais eletrônicos para acompanhar os conteúdos. Além disso, parte das aulas é realizada em salas “sem paredes”, ou seja, os alunos devem realizar tarefas em grupos nos confortáveis espaços da escola.

Na escola alemã de educação básica Erika Mann, as crianças podem escolher entre aulas de ioga, piano, natação, xadrez, hip-hop e oficinas de joias, entre outras. Trata-se de atividades complementares ao currículo obrigatório. Nas aulas “normais”, os alunos de diferentes idades são reunidos em pequenos grupos, com o objetivo de desenvolver a integração entre estudantes com ou sem deficiência e nascidos ou não na Alemanha.

Em Portugal, a Escola da Ponte, na cidade do Porto, não tem salas de aula, nem provas e notas. Os alunos, semanalmente, em assembleia, discutem a escola e tomam decisões. Os professores são orientadores do processo de aprendizagem, e diversos dispositivos pedagógicos são utilizados para dar autonomia com responsabilidade. Os estudos são feitos em grupos e com desenvolvimento de projetos. A Ponte é uma escola pública.

A Amorim Lima, escola pública da cidade de São Paulo, derrubou as paredes, acabando com as salas de aula. Grupos de responsabilidade reúnem os alunos em atividades a benefício da escola. Os pais participam do processo ensino-aprendizagem. Embora seja da rede pública de ensino, na Amorim Lima ninguém usa uniforme.

Como podemos ver, espalhadas pelo mundo, e aqui trouxe uma mínima amostra, temos escolas inovadoras fazendo diferente, e todas com excelentes resultados, estruturadas em propostas pedagógicas consistentes, bem fundamentadas.

Não são escolas experimentais, são escolas integradas com a família e a comunidade, trabalhando com nova metodologia, espelhos para o que todas as escolas devem ser.

Destaco, igualmente, o Conhecer, na cidade de Leopoldina, estado de Minas Gerais, que em pareceria com o Ibem Educa foi reconhecida em 2016 pelo MEC como organização inovadora e criativa da educação básica brasileira. Nela não tem séries por idade. Assembleias, rodas de conversa, grupos de responsabilidade e valores humanos encantam pais, agentes sociais e visitantes.

São escolas diferentes espalhadas pelo mundo, inclusive no Brasil, fazendo um vibrante apelo para que todas as escolas sejam diferentes, para que a nova geração possa fazer a diferença neste mundo tão conturbado dos nossos dias.

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