Autor Marcus De Mario

Como eu gostaria que minha escola fosse uma comunidade de aprendizagem!

Seria tão bom se eu pudesse visitar uma escola inovadora!

Assim que eu tiver um tempinho vou fazer esse curso!

Nossa, que maravilha esse projeto, mas é tão difícil colocá-lo em prática!

Essas e outras falas semelhantes são de muitos professores. Sonham, gostariam … mas nada fazem para mudar a realidade, continuam do mesmo jeito e engavetam os sonhos por acreditar que eles, para serem reais, dependem dos outros, dos pensadores e pedagogos heróis, os que se mostram, tentam e não desistem, mesmo tornando-se saco de pancada dos que teimam em ser indiferentes ou ficam apenas na categoria de sonhadores.

Sonhar é muito bom. Idealizar é fantástico. Mas sonhar e idealizar sem nada fazer para tornar vivos os sonhos e os ideais, é ficar paralisado em sua zona de conforto e ver o tempo passar pela janela da vida.

Certa vez me perguntaram quando estaríamos à frente de uma escola nos moldes do projeto Escola do Sentimento. Minha resposta foi a constatação da realidade:

Quando você se dispor a contribuir para que ela deixe de ser um sonho.

Não acredito que minha resposta tenha sido bem recebida, mas precisamos lembrar o velho e sábio ditado popular: uma andorinha só não faz verão.

Educadores como Anália Franco, Anísio Teixeira, Eurípedes Barsanulfo, Rubem Alves, Paulo Freire e tantos outros pelo nosso Brasil, verdadeiros heróis da educação, são exemplos de transformadores de sonhos em realidades concretas. Exemplos, portanto, não nos faltam. Escolas inovadoras, que podemos conhecer e “visitar” pela internet, também não faltam. Onde está a boa vontade, ou melhor dizendo, a força de vontade dos educadores brasileiros em sair do tradicional?

Quando os pedagogos brasileiros terão coragem de romper com a mesmice pedagógica, a burocracia alienante, que dominam nossas faculdades de pedagogia e nossos sistemas de ensino?

Pesquisas mostram que apenas 3% dos estudantes brasileiros do ensino médio estão dispostos a seguir carreira no magistério. Isso é alarmante! A entrada num curso de pedagogia deveria ser a mais difícil, pois ser pedagogo e professor é ter em mãos o poder de decidir sobre a vida das pessoas e o futuro da humanidade.

Então, faço um pedido a você que é professor, a você que é pedagogo: nunca pare de sonhar, mas acione sua força de vontade para tornar seus sonhos, quando para o bem coletivo, em realidades concretas. Somente assim a escola se renovará e a educação fará diferença na formação da sociedade.

Acredite nos seus sonhos! Espelhe-se nos grandes educadores que fizeram a diferença, mesmo tendo que remar contra a correnteza.

Não espere ter um tempinho, nem fique pensando nas dificuldades. Faça a sua parte, na sua escola, juntando-se a tantos outros com os mesmos sonhos. É a soma de esforços individuais que terá força coletiva para transformar a educação brasileira.

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