Educando diferente para fazer a diferença


Autor: Marcus De Mario

No lugar de sala de aula, espaços de aprendizagem coletiva. No lugar do professor que ensina, alunos trabalhando em grupo e recebendo orientação dos professores. No lugar de um currículo fechado, temas geradores com pesquisas e debates. No lugar de seriação por idade e provas com notas, turmas por ciclos e avaliação dinâmica levando em conta o progresso potencial de cada aluno.

Os educadores podem agrupar os educandos, dentro do Espaço de Aprendizagem Coletiva, em grupos formados pelas faixas etárias ou anos de escolarização, para que o desenvolvimento dos Projetos Individuais, ou de um Projeto Coletivo, melhor se realizem, facilitando assim o atendimento às necessidades individuais dos educandos.

Exemplo: Espaços de Aprendizagem Coletiva dedicados a crianças de 2 a 6 anos, outros para crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, e outros para jovens de 15 a 21 anos. Poderão funcionar em horários diferenciados, caso não haja espaço físico suficiente.

O papel do educador é o de planejador das atividades gerais, orientador do processo de descoberta e conhecimento, estimulador das descobertas dos educandos no processo de aprendizagem, e facilitador do processo de mediação de conflitos.

Deve-se colocar limite no ensinar, o que cada educador encontrará na sua prática, pois o que se deseja prioritariamente é estimular que os educandos façam as descobertas por si mesmos.

Colocar o educando para pensar e descobrir, se motivando ao conhecimento e ao trabalho em grupo, é o que deve ser insistentemente procurado.

É importante o educador controlar seus impulsos, irritações e frustrações, não colocando seus problemas sobre os educandos, utilizando sempre de compreensão, calma e paciência.

O educador deve sempre lembrar que não deve dar aula, mas sim partir do interesse do educando, dando-lhe orientação para ampliar o conhecimento através de indagações e pesquisas.

Segundo o educador espanhol Fernando Hernandez “O aluno aprende participando, adotando atitudes diante das situações, averiguando, estabelecendo novas considerações e informações, e escolhendo soluções adequadas para a resolução dos problemas. O ensino através de projetos de trabalho enfatiza o aspecto globalizador com atenção à resolução de problemas significativos. Situações problematizadoras são levantadas pelo educador, introduzindo novas orientações e propiciando descobertas de novos caminhos, norteando os alunos na compreensão dos significados, onde são possibilitados a fazer análise global da realidade, desta forma os educandos constroem os seus próprios procedimentos. Os alunos apreendem o conceito de projeto para dar vida às suas ideias”.

Aplicando esse conceito, a partir do momento que o educando decide o que está precisando ou querendo estudar, o educador deve agir como orientador desse estudo, sugerindo atividades, leituras, exercícios, jogos, e atuando com ele para que o mesmo consiga desenvolver o projeto, lançado em folha própria.

A postura não é de dar aula, mas de orientar e incentivar, de estimular, e instigando o educando a pensar sobre os conteúdos, os porquês, a aplicação do conhecimento na vida. O educador deve fazer o educando pensar e entender como é bom o trabalho em grupo e a cooperação.

Tudo diferente do que estamos acostumados a ver numa escola, com o objetivo de fazer diferente para obter resultados diferentes do que estamos obtendo há décadas e que somente tem trazido problemas para a sociedade. Está na hora de mudar, está na hora de transformar!

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